
Antes de virar marca, Felinus foi uma conversa.
Quatro sócios, respostas separadas, nada combinado. Este é o brandbook construído a partir do que cada um respondeu, o que uniu, o que dividiu, e o que a gente decidiu fazer com isso.
O que vem antes do logotipo
Antes de qualquer decisão visual, a Felinus passou por um briefing completo, respondido individualmente por André Moura, Camila Eidt Iranzo, Tiago Ribeiro Cruz e Luiza Vivian, sem consulta cruzada entre eles. Cada um respondeu sozinho às mesmas perguntas sobre origem, negócio, público, essência, personalidade, voz, situações reais de atendimento e visão de futuro. O resultado não é a opinião de uma pessoa só, nem uma média genérica, é o cruzamento de quatro pontos de vista reais sobre o mesmo negócio.
Tudo que vem a seguir tem origem em respostas únicas que se conectam.
Onde não houve dúvida
Em alguns pontos, os quatro responderam a mesma coisa, de forma independente, sem saber o que os outros três estavam escrevendo. É a base mais segura da marca, porque não depende de negociação: já nasceu alinhada.
Preço justo
"Custo-benefício" apareceu nas quatro respostas sobre o que a Felinus faz e por que o cliente escolhe ela em vez do concorrente.
Praticidade
A emoção que o cliente leva é reforçada na maior preocupação do público (prazo) e no motivo de desistência de compra.
Popular, não sofisticada
Nos extremos de posicionamento "Gourmet", "sofisticado" e "premium" foram banidos do vocabulário da marca.
A mesma persona
Mulher que trabalha como operadora de caixa ou balconista de supermercado, se veste casual, assiste série no tempo livre.
Objetiva
O traço de personalidade escolhido e marcado como indispensável.
Desejo
A emoção escolhida por unanimidade pelos sócios.
6 decisões que nenhum dos quatro precisou defender,
porque todos já pensavam igual.
A força de 4 sócios que pensam diferente
Tendência vs. identidade
André e Camila priorizam oportunidade comercial: 'quero vender e ganhar dinheiro'. Tiago e Luiza priorizam consistência de marca: 'autenticidade é essencial'. Decisão: a Felinus persegue tendência apenas na camada tática, promoções, formatos de combo, campanhas sazonais e parcerias de delivery. Nome, tom de voz, paleta e posicionamento de preço são fixos e não mudam por modismo.
Como reagir a um erro
André e Camila responderiam publicamente e de imediato. Tiago e Luiza investigariam antes de responder. Decisão: checagem interna dos fatos em até 2 horas após o problema ser identificado, seguida de resposta pública obrigatória em até 24 horas. Nunca silêncio, nunca resposta antes de confirmar o que aconteceu.
Ousadia e inovação
André e Luiza puxaram os extremos de posicionamento para o lado ousado e inovador. Camila e Tiago puxaram para discrição e tradição. Decisão: o logotipo oficial já aprovado pelos quatro é a régua, expressivo pela personalidade do elemento "garra" e letra customizada.
Preço ou identidade de produto como diferencial nº1
Três sócios apontaram preço e quantidade. Tiago apontou 'hambúrgueres com identidade própria'. Decisão: preço justo continua sendo o diferencial nº1. A identidade que Tiago defende, entra pelo tom de voz, visual, editorial, nome e pela receita.
Toda DIFERENÇA do briefing virou regra E FORÇA DE MARCA.
NÃO FOI MAIORIA.
FOI MERCADO.
No formulário, o grupo empatou: André e Luiza queriam uma marca divertida e bem-humorada. Camila e Tiago preferiam um tom mais sério. Em vez de tirar no cara ou coroa, a Felinus foi buscar o que o mercado diz sobre quem realmente compra delivery no Brasil.
classe C
classes D-E
classes A-B
Mais de 90% do delivery no Brasil é classe C, D e E, exatamente a persona já validada. Segundo dado: 54% da classe C é impactada por comunicação direta da própria marca nas redes, contra 43% entre early adopters, público mais cético a discurso institucional.
Conclusão: comunicação direta, próxima e com humor não afasta esse público, é o que ele mais confia. A cautela de Camila e Tiago segue válida como freio de qualidade: nada de humor infantil. A aposta de André e Luiza no bom humor está alinhada com quem compra.
Uma marca com garra para crescer, direta e popular.
A Felinus nasce para resolver a fome de quem trabalha o dia inteiro e não quer perder tempo nem dinheiro na hora de comer bem. Não tenta parecer chique, distante ou complicada, fala com gente real, entrega fartura por um preço justo, faz isso com garra mas também com a leveza de quem não se leva a sério demais.
Preço justo
O cliente sente que pagou o certo, não o mais barato.
Praticidade sem enrolação
Mata a fome rápido, com um pedido simples e uma entrega sem complicação.
Fartura
Combos generosos, pensados pra casal, família ou pra comer sozinho sem culpa.
Energia popular e descontraída
Fala igual gente de verdade, com humor leve e sem forçar a barra.
Garra por trás do balcão
O desejo de crescer dos sócios e transformar a marca em franquia é a força que impulsiona cada decisão.
Fartura fotografada como ela é

O que cabe no prato e no bolso
Enquanto parte do mercado de hamburgueria disputa espaço por sofisticação, carne nobre, ambiente instagramável, a Felinus disputa por outro caminho: fartura com preço justo, sem letra miúda.
É a linha de fechamento oficial da marca, usada junto ao logotipo ou materiais de apoio.
Linhas de apoio para CTA, cardápio e redes, não substituem a assinatura oficial.
Fácil de entender
O cliente não precisa interpretar: combo grande, preço justo, sem explicação difícil.
Fácil de repetir
Não é oferta de uma vez só, é rotina de quem não quer cozinhar hoje.
Fácil de compartilhar
"Aquele combo do Felinus rende muito" é frase que se espalha sozinha.
Fácil de escalar
A promessa funciona igual em uma loja ou em cem, o que sustenta o plano de franquia.
Por que Felinus?
Felinus remete direto a garra, instinto, agilidade, precisão do bote. O nome tem começo suave, um "L" fluido no meio e fecha com força no "-nus", o que ajuda a soar como marca, não como descrição genérica de cardápio (nada de "point do lanche" ou "casa do hambúrguer"). É curto, tem 3 sílabas, é fácil de falar e difícil de confundir com concorrente.
Três sílabas, uma mordida
Abertura suave, som familiar, fácil de memorizar.
Centro leve, dá fluidez à palavra.
Fecha com força, nasal, marcante, a parte que fica na cabeça.
/fe-LI-nus/, acento na sílaba do meio, ritmo rápido, sem sotaque forçado.
Felinus, sempre com F maiúsculo, sem acento, sem variação de grafia.
Felinos · Felyne · Felinuss · Félinus
Confrontando as respostas com os números do próprio briefing, a Felinus se apoia em três arquétipos, mas não com o mesmo peso:
Bobo da Corte, o tempero
Real, mas dosado: a personalidade geral da marca é descontraída (aprovado por 3 dos 4 sócios), e o tom de voz bem-humorado foi confirmado com dado de mercado. Mas é humor adulto e leve, nunca infantil, como o próprio André pediu.
Explorador, o motor interno
É o arquétipo que não aparece na conversa com o cliente, aparece nos bastidores, na garra de crescer dos sócios e abrir franquia.
Como isso vira imagem
No logotipo final, esses três arquétipos não viraram três elementos separados. A garra (Explorador/instinto) não é um desenho de hambúrguer com bacon riscado: Felinus Burger é como se a marca tivesse sido arranhada por um felino faminto. Cara Comum está na letra redonda, minúscula, sem serifa, fácil de ler. Bobo da Corte está na imperfeição dos cortes, nada é reto ou perfeito, é gestual, como uma marca de unha.
A marca fala como Cara Comum, sorri como Bobo da Corte e carrega a marca da garra do Explorador.
A garra que virou assinatura
Tudo que foi validado até aqui, o nome, a persona popular, o humor dosado, a ambição por trás do negócio, se traduz num wordmark só: "felinus burger" em duas linhas, letra redonda e bold, com arranhões que marcam as letras. A garra não é um desenho ao lado do nome, são os cortes que transformam a palavra em marca.










Usos incorretos
Não distorcer as proporções do wordmark ou separar as duas linhas ("felinus" / "burger").
Não recriar os arranhões, sempre usar os arquivos oficiais, nunca redesenhar.
Não aplicar cor fora da paleta oficial (preto, amber, vermelho, off-white).
Não aplicar sobre fundo com pouco contraste (ex.: vermelho sobre amber, ou preto sobre vermelho escuro).
As cores que os quatro escolheram
Texto principal, contraste, fundo de seções de destaque
Única cor escolhida pelos 4 sócios; wordmark, selo e CTAs
Acento de ação, promoções, urgência
Fundo base, áreas de leitura longa
Regra de combinação: sempre Garra Black + Osso Cream como base. Fome Amber entra como cor de marca nos pontos de reconhecimento (wordmark, selo, embalagem, CTA). Rugido Red é tempero, usar pouco e só onde precisa puxar o olho.

Uma tipografia que chama para o combo, sem buscar sofisticação
Arredondada, bold, minúscula, é a fonte do próprio wordmark. Títulos grandes e chamadas de destaque.
Condensada, bold, caixa alta e itálico. Tagline, selos e destaques curtos, nunca em parágrafos longos.
Grafismo recorrente, Garra
Usar a garra como textura sutil de fundo em embalagens ou como elemento gráfico de apoio, a garra é a assinatura visual além da marca.
Como o Felinus fala
O Felinus fala direto, sem enrolar, com humor leve, nunca infantil, nunca institucional, nunca se levando a sério demais.
Objetiva
Vai direto ao ponto; traço nº1, escolhido pelos 4 sócios.
Simples
Fala fácil, sem termo difícil ou explicação longa.
Prática
Resolve o problema do cliente (a fome), não vende experiência que não entrega.
Descontraída, com humor dosado
Leve e engraçada sem virar bagunça, decisão sustentada por dado de mercado.
Autêntica
Não finge ser o que não é; nunca usa "gourmet", "premium" ou "sofisticado".
- “Combo grande, sem drama.”
- “Fome não espera, Felinus também não.”
- “Aqui ninguém sai com fome. Nem com o bolso vazio.”
- “Bateu aquela vontade? Já sabe.”
- “Felinus: garra no preparo, preço no lugar certo.”
- Palavras: gourmet, premium, sofisticado, "barato" no sentido pejorativo.
- Tom institucional ou distante.
- Textos longos em peças comerciais.
- Humor infantilizado ou forçado.
- Promessa de "experiência" que a marca não entrega, a Felinus entrega praticidade e fartura, não jantar chique.
Feito pra vender rápido, em tela pequena
O Felinus precisa ser reconhecido em miniatura: ícone do app, embalagem, cupom, WhatsApp. Objetividade e contraste de cor resolvem isso.
- 01Logo legível em tamanho pequeno (usar o selo redondo nesses casos).
- 02Preço e combo em destaque, sem texto longo.
- 03Cores fortes (amarelo + vermelho) para chamar atenção em telas de app.
- 04Fotos reais e fartas do produto.
- 05Comunicação objetiva, direto ao ponto.
- 06Cupons com linguagem leve e bem-humorada.
- 07WhatsApp com visual e tom padronizados.
“Fala! Bem-vindo ao Felinus. Bora matar essa fome? Me diz o que você quer que eu resolvo rapidinho.”

A marca no mundo real
Da fachada ao crachá, a mesma assinatura: a garra como elemento de reconhecimento, sempre preservando a leitura completa do logotipo.









Toda decisão passa por quatro perguntas
Tem garra?
A peça comunica atitude e agilidade, ou ficou genérica?
Cabe no bolso?
O preço e a promessa estão claros e justos?
Dá pra rir?
Tem leveza sem virar bagunça ou piada infantil?
Isso é Felinus, ou poderia ser qualquer hamburgueria?
Teste final de distintividade, se qualquer concorrente pudesse postar a mesma peça, ela não está pronta.

Marca construída por Agência Anexo
Brandbook v1.0 · 2026

Feed pensado pra dar vontade de pedir
Instagram foi o canal mais citado pelos sócios como onde o público busca informação antes de decidir, é o canal prioritário. A comunicação deve unir oferta clara, humor leve e prova de fartura.
Oferta clara
Combo do dia, preço em destaque, sem letra miúda.
Prova social
Avaliação real de cliente, comentário, repost.
Bastidores com humor leve
Equipe, preparo, "a garra do dia a dia".
Interação
Mecânicas como "marca 4 amigos, o último a responder deve um combo", modelo testado no próprio briefing.